Uma ação judicial apresentada pelo Ministério Público busca viabilizar o resgate de aproximadamente 400 gatos mantidos em um apartamento na cidade de Concórdia, no Oeste catarinense. A medida foi adotada após denúncias sobre as condições em que os animais estariam vivendo e o descumprimento de compromissos assumidos pela responsável pelos felinos.
Segundo o órgão, um acordo firmado anteriormente previa o acompanhamento da situação por equipes técnicas e médicos-veterinários. No entanto, a tutora teria impedido o acesso dos profissionais ao imóvel, dificultando a avaliação do estado de saúde dos animais e a adoção de medidas de proteção.
Diante do impasse, o Ministério Público solicitou autorização judicial para que o resgate seja realizado com apoio policial, permitindo a entrada compulsória no apartamento e o atendimento emergencial dos gatos.

As informações apontam que os animais ocupam um espaço de cerca de 200 metros quadrados, onde viveriam em situação de superlotação. Relatórios indicam a existência de problemas sanitários e casos de enfermidades associadas às condições de higiene do local.
O plano elaborado para a operação prevê a retirada gradual de todos os felinos ao longo dos próximos seis meses. Após o resgate, os animais deverão passar por avaliação veterinária, tratamento médico, castração e posterior encaminhamento para adoção responsável.
De acordo com o Ministério Público, o cenário teve origem há cerca de uma década, quando a moradora adotou um casal de gatos. Sem controle reprodutivo adequado, a população felina aumentou progressivamente até atingir o número atual.