O Hospital Unimed Araras negou, em nota divulgada na quinta-feira (5), que um medicamento contra o câncer suspeito de falsificação tenha sido aplicado em um paciente. O comunicado foi publicado após reportagens apontarem que uma dose teria sido administrada no hospital, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
De acordo com o hospital em nota publicada nas redes sociais, uma profissional da farmácia percebeu diferenças no produto durante a conferência da medicação e impediu seu uso. A Unimed afirma que nenhum paciente recebeu o medicamento suspeito e que o próprio hospital encaminhou o caso para apuração.
A investigação do MPSP aponta que uma distribuidora vendeu nove unidades do medicamento oncológico Opdivo ao hospital em abril de 2025. Uma delas teria sido aplicada em um paciente. As outras oito teriam sido recolhidas e substituídas pela distribuidora.
O caso é apurado na Operação Laziosi, que investiga a venda de medicamentos falsificados usados no tratamento contra o câncer. Na nota, a Unimed informou que está adotando medidas jurídicas em relação à divulgação de informações que considera incorretas.


