Um homem foi detido na tarde de sábado (25), em Engenheiro Coelho (SP), após tentar tomar a arma de um policial militar durante uma abordagem. O caso ocorreu por volta das 16h, na Rua Alexandre Bonin, no bairro Jardim Brasil, e envolveu equipes da 5ª Companhia do 36° Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), com apoio da ROCAM e demais viaturas de reforço.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais avistaram uma motocicleta Honda CG 160 prata, ocupada por dois indivíduos, que desobedeceram ordem de parada e iniciaram fuga em alta velocidade. Durante o acompanhamento, o condutor realizou manobras perigosas, trafegando na contramão e colocando pedestres e motoristas em risco.
A perseguição terminou quando o suspeito tentou esconder o veículo dentro de sua residência, mas foi abordado pelos militares. A motocicleta foi retirada para a via pública, e nada de ilícito foi encontrado com o condutor — no entanto, ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e afirmou ter fugido por medo de perder o veículo.
Durante a abordagem, o homem passou a desacatar os policiais com xingamentos e ofensas, recusando-se a acompanhá-los até a delegacia. Diante da resistência, foi solicitado apoio de outras viaturas. No momento em que tentavam algemá-lo, o indivíduo reagiu com socos e chutes e tentou alcançar a arma de um dos policiais, o que motivou o uso de técnicas de imobilização e força moderada, conforme o Manual M-3 PM e a Instrução de Controle de Confronto (ICC 339).
Dois policiais sofreram escoriações leves durante o confronto, enquanto o homem foi levado ao Pronto-Socorro de Engenheiro Coelho antes de ser conduzido à Delegacia Seccional de Limeira.
A autoridade policial registrou o boletim de ocorrência pelos crimes de direção perigosa (art. 311 do CTB), desobediência (art. 330 do CP), resistência (art. 329 do CP), desacato (art. 331 do CP) e lesão corporal (art. 129 do CP).
A motocicleta foi recolhida ao pátio de Cordeirópolis, e o uso de algemas foi devidamente justificado, conforme a Súmula Vinculante nº 11 e o Decreto-Lei nº 8.858/16, devido ao risco de fuga e à integridade física da equipe.


