Os servidores públicos municipais de Araras seguem em greve iniciada no último dia 9 após a categoria rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura durante assembleia do sindicato. Até o momento, a administração municipal ofereceu reajuste total de 5%, sendo 4,41% referentes à reposição inflacionária pelo IPCA-E e 0,59% de ganho real, além de aumento no vale-alimentação. A proposta foi recusada pelos trabalhadores.
O movimento tem registrado adesão em diferentes setores da administração, com reflexos no funcionamento de serviços como saúde, educação e coleta de lixo. A Justiça determinou a manutenção de 70% do efetivo nos serviços essenciais, além do funcionamento integral do Samu e da Guarda Municipal. Segundo o sindicato, a decisão vem sendo cumprida.
Representantes da categoria aguardam a apresentação de uma nova proposta por parte da Prefeitura, e há possibilidade de continuidade das negociações. Até o momento, não há previsão para o encerramento da paralisação.
Situação semelhante foi registrada em 2015, durante a gestão do então prefeito Nelson Dimas Brambilla. Naquele ano, a greve foi deflagrada após a rejeição da proposta inicial apresentada pelo governo municipal e terminou após acordo firmado em audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de São Paulo, que garantiu reajuste total de 8% aos servidores.
Caso não haja entendimento nesta segunda-feira (16), a paralisação atual passa a superar, em termos de duração, o movimento ocorrido há dez anos.

A greve de 2026 teve início em 9 de março e segue em andamento. Já a paralisação de 2015 ocorreu entre 25 de março e 1º de abril. Uma reunião de conciliação entre representantes da Prefeitura e do sindicato foi determinada pela Justiça do Trabalho e está marcada para esta segunda-feira (16), às 16h.