A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer aproveitar os últimos meses de 2026 para avançar com propostas de interesse do governo e definir uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A articulação ocorre diante da expectativa de negociações mais difíceis com o Congresso que assume em fevereiro de 2027.
Entre as prioridades estão a PEC da Segurança Pública e o Orçamento de 2027. Aliados defendem concentrar as negociações ainda na atual legislatura, antes da chegada dos deputados e senadores eleitos neste ano.
Para o Supremo, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aparece entre os cotados. Segundo a Folha de S.Paulo, Lula avalia encaminhar a indicação antes da renovação do Senado, em uma tentativa de aumentar as chances de aprovação. Pacheco tem o apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas a escolha ainda não está formalizada.
A nova indicação ocorre após o Senado rejeitar, em abril, o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias. Cabe ao presidente da República apresentar outro candidato para análise dos senadores.


