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Governo avalia demolir Ponte do Esqueleto após morte de jovem durante salto em Limeira

A tragédia que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante a prática de rope jump pode provocar mudanças definitivas no futuro da conhecida Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis.

O Governo Federal informou que estuda a possibilidade de remover a estrutura, que está sem utilização para o tráfego de veículos há cerca de 30 anos e acumula histórico de acidentes ao longo desse período.

A discussão ganhou força após reuniões realizadas nesta segunda-feira (15) entre representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e as administrações municipais das duas cidades. Entre as alternativas analisadas está a demolição da ponte, medida que conta com apoio das prefeituras envolvidas.

Segundo informações da SPU, a estrutura passou oficialmente para a gestão da União em maio deste ano. O órgão destacou que jamais autorizou a realização de qualquer atividade esportiva no local, incluindo os saltos de rope jump.

As apurações iniciais também indicam que não havia permissão formal para a prática da modalidade na ponte. Além disso, o rope jump ainda não possui regulamentação específica em nível nacional.

Enquanto uma decisão definitiva não é tomada, medidas emergenciais devem ser adotadas para impedir a presença de pessoas na área. Entre as ações previstas estão a reabertura de valas de acesso, instalação de barreiras físicas e colocação de placas de advertência alertando sobre os riscos do local.

Em nota, a Secretaria de Patrimônio da União reforçou que continuará dialogando com os governos municipais para definir o destino da ponte e garantir a segurança da população.

“A SPU continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser eventual remoção… reafirma que a transferência da ponte para o Patrimônio da União sob gestão da Secretaria foi oficializada em maio, que nunca autorizou nenhuma atividade na referida ponte e que o diálogo e parceria entre entes federados é o caminho para gestão de espaços de uso comum”

A morte de Maria Eduarda ocorreu após uma falha durante um salto de rope jump. A jovem foi lançada da ponte sem estar conectada ao sistema de segurança, caindo de grande altura. O caso segue sob investigação.

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