A morte de um menino de 3 anos após uma picada de escorpião acendeu o alerta em Conchal (SP) e aumentou a preocupação de moradores com a presença dos animais na cidade.
O caso ocorreu na noite de terça-feira (31). Segundo o relato do pai, a criança recebeu o soro antiescorpiônico mais de quatro horas após o acidente. Ela foi levada ao Hospital e Maternidade Madre Vannini, em Conchal, e depois transferida para a Santa Casa de Araras, onde morreu na manhã de quarta-feira (1º). A Polícia Civil informou que vai abrir inquérito para investigar possível negligência.
Com a repercussão do caso, moradores passaram a relatar situações frequentes envolvendo escorpiões. No bairro Santa Luzia, um casal afirma ter encontrado 35 escorpiões dentro de casa em apenas um mês. Para tentar conter o problema, eles passaram a criar galinhas no quintal, já que as aves podem se alimentar desses animais.
A família diz viver em constante tensão, principalmente por ter crianças em casa. “Se a criança chora à noite, a gente já levanta para ver se tem alguma coisa. Ficamos apreensivos o tempo todo”, relatou a moradora.
Outros moradores da região também questionam as medidas adotadas. Uma técnica de enfermagem contou que foi orientada a rebocar o muro da residência, mas duvida da eficácia da ação. “A gente faz o reboco, mas de onde estão vindo esses escorpiões?”, questionou.
A prefeitura informou que o reboco de muros é uma medida técnica para evitar abrigos nos vãos de tijolos e que ações de limpeza e orientação vêm sendo realizadas. Segundo o município, equipes já passaram por bairros com maior incidência dentro de uma operação chamada “Cidade Limpa”.
Moradores, porém, acreditam que o aumento de escorpiões tenha começado há cerca de três anos e apontam uma área de mato próxima como possível foco.
Sobre o atendimento, a Secretaria Estadual da Saúde informou que a Santa Casa de Araras é a unidade de referência para casos de picadas e que o protocolo prevê a aplicação do soro em crianças de até 10 anos em até 1 hora e meia após o acidente.


