Onze anos após enfrentar a maior crise hídrica da sua história, Araras se aproxima da possibilidade real de ter que adotar um novo racionamento de água. Conforme divulgado nesta quinta-feira (16) pelo RCA1, o Saema buscou apoio junto à Usina São João e firmou uma parceria emergencial para garantir o fornecimento de água à população.
No começo de outubro, nosso portal já relatava que a situação dos mananciais era preocupante. De acordo com novas informações apuradas pela reportagem, nos últimos dias a conjuntura de alguns fatores levou os reservatórios que abastecem a cidade a níveis alarmantes.
– a captação da represa João Ometto Sobrinho (Água Boa) foi reduzida, sob risco de esvaziamento;
– na represa Antônio Meneguetti (Tambury), a captação está paralizada por causa do baixo nível da água;
– no Rio Mogi Guaçu, a falta de manutenção das bombas fez que a autarquia ficasse dez dias sem coletar água, e com isso, a represa Hermínio Ometto foi severamente afetada, como ilustra a foto usada nesta matéria.
Técnicos do Saema falaram ao RCA1 na condição de anonimato, informando que “se não chover abundantemente nos próximos meses, há risco real de racionamento sim”. Ainda de acordo com as informações, a falta de experiência de quem assumiu a operação da captação de água desde o início do ano, prejudicou toda operação, culminando com a atual situação de “pedir socorro à Usina São João”.
Multa por desperdício
Desde o final do mês de setembro está em vigor do decreto nº 7.869, que proíbe o desperdício de água em Araras. Ele proíbe atividades como:
– lavar calçadas, ruas, telhados, paredes, calhas, quintais e garagens;
– lavar veículos ou encher piscinas;
– irrigar jardins e plantas;
– realizar outras utilizações não essenciais, conforme definição do Saema.
O valor da multa estabelecida é de 15 UFESP’s, equivalente a R$ 555,30, podendo dobrar em caso de reincidência. Se houver persistência no descumprimento, o Saema poderá instalar redutor de pressão na ligação do infrator.


