Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida foi anunciada após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que durou cerca de um ano e apontou supostas práticas comerciais consideradas desleais pelo governo americano.
Apesar da sobretaxa, o governo dos Estados Unidos divulgou uma ampla lista de exceções. Entre os produtos que ficaram de fora da nova tarifa estão petróleo e derivados, café, carne bovina, suco de laranja, aeronaves e peças do setor aeronáutico, celulose, além de alguns minerais e produtos energéticos considerados estratégicos para a economia americana.
Segundo o USTR, a decisão foi baseada em conclusões de que o Brasil mantém práticas que dificultam o acesso de empresas americanas ao mercado brasileiro. Entre os pontos citados estão questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção, políticas ambientais e barreiras comerciais.
O governo brasileiro classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e afirmou que utilizará os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder às tarifas. O Palácio do Planalto também informou que continuará buscando uma solução por meio do diálogo e de mecanismos internacionais de comércio.
A tarifa de 25% começa a valer a partir de 22 de julho e atinge principalmente produtos que não foram incluídos na lista de exceções anunciada pelos Estados Unidos.



