O programa Desenrola 2.0 ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas em todo o país. De acordo com dados divulgados pelo governo federal, mais de 200 mil solicitações já foram encaminhadas às instituições financeiras participantes, com quase 100 mil acordos efetivamente concluídos.
A iniciativa foi criada para ajudar brasileiros endividados a reorganizar a vida financeira, oferecendo condições facilitadas para renegociação de débitos. O programa atende pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente atualmente a R$ 8.105.
Entre as dívidas que podem ser incluídas estão débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratados até 31 de janeiro de 2026. Para entrar na negociação, os pagamentos precisam estar em atraso há pelo menos 90 dias e não podem ultrapassar dois anos de inadimplência.
Outra novidade anunciada pelo governo é a ampliação do Desenrola 2.0 para estudantes com parcelas atrasadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A expectativa é de que essa modalidade comece a funcionar ainda nesta semana.
As condições oferecidas incluem parcelamento em até 48 meses, juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem variar entre 30% e 90% do valor original da dívida. O programa também autoriza o uso de até 20% do saldo do FGTS para auxiliar na quitação dos débitos.
Quem pode participar
- Pessoas com renda de até cinco salários mínimos;
- Consumidores com dívidas bancárias feitas até 31 de janeiro de 2026;
- Débitos atrasados entre 90 dias e dois anos.
O que pode ser renegociado
- Cartão de crédito;
- Cheque especial;
- Crédito pessoal;
- Dívidas do Fies, na nova etapa do programa.


