O banqueiro Daniel Vorcaro sinalizou à Polícia Federal (PF) a possibilidade de colaborar com as investigações que apuram suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o chamado “caso Master”. A informação foi revelada pela TV Globo.
De acordo com interlocutores, a iniciativa partiu da defesa do empresário, que indicou interesse em negociar um acordo de delação premiada. A estratégia foi interpretada como um instrumento legítimo de defesa, com a promessa de fornecimento integral de informações às autoridades. Nos bastidores, há a indicação de que Vorcaro estaria disposto a implicar outros envolvidos no esquema investigado.
Apesar da movimentação, o advogado do banqueiro, José Luís Oliveira Lima, preferiu não comentar o assunto. Segundo ele, o silêncio neste momento se deve à sensibilidade do caso.
Na terça-feira (18), a equipe de defesa também esteve em reunião com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações. O encontro tratou dos desdobramentos do inquérito e, entre as possibilidades discutidas, esteve justamente a eventual colaboração premiada.
Conhecido como “Juca”, Oliveira Lima tem experiência em acordos desse tipo, tendo atuado em casos de grande repercussão nacional, como na Operação Lava Jato.
Vorcaro é alvo de investigação da PF por supostas irregularidades financeiras e teve a prisão decretada na última semana. Uma possível delação pode ampliar o alcance das apurações e trazer novos elementos ao caso.
Paralelamente, o ministro André Mendonça autorizou nesta quarta-feira (18) a prorrogação do inquérito por mais 60 dias. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que alegou a necessidade de novas diligências consideradas essenciais para o esclarecimento dos fatos.


