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Consumo elevado e calor intenso podem comprometer o abastecimento de água em Araras; represas estão abaixo do nível de segurança

O consumo elevado de água, aliado às altas temperaturas registradas nas últimas semanas e ao aumento natural da demanda durante o período de festas de fim de ano, acende um alerta para o abastecimento em Araras. O cenário levou a Prefeitura a manter as medidas de uso consciente da água e a reforçar os apelos por economia, diante da situação crítica dos mananciais que atendem o município.

De acordo com o Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras), apesar das chuvas registradas recentemente e das manobras operacionais realizadas no sistema, a crise hídrica ainda exige atenção e cuidado. Todas as represas que abastecem a cidade seguem abaixo do nível considerado seguro, o que indica que o volume acumulado em dezembro não foi suficiente para recuperar os reservatórios.

Como já noticiado pelo RCA1, a represa João Ometto Sobrinho, conhecida como Água Boa e principal manancial de Araras, chega ao final de 2025 com nível significativamente inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em dezembro de 2024, o reservatório operava com cerca de 12 metros, enquanto neste mês de dezembro de 2025 o nível está em aproximadamente 9,5 metros, uma queda de 2,5 metros.

O consumo elevado, somado às temperaturas intensas típicas do verão, pode comprometer o sistema de abastecimento caso não haja colaboração da população. Por isso, a autarquia orienta que os moradores evitem desperdícios, priorizem o uso racional da água e adotem medidas simples no dia a dia, como reduzir o tempo de banho, reutilizar água sempre que possível e evitar lavar calçadas e veículos com mangueira.

Além da campanha de conscientização, o município mantém em vigor o decreto que proíbe o desperdício de água durante o período de estiagem, prevendo multas para residências, comércios e indústrias que forem flagrados utilizando água em atividades não essenciais. A medida tem como objetivo preservar os reservatórios e garantir a continuidade do abastecimento público.

A reportagem solicitou um posicionamento oficial do Saema sobre os níveis atualizados das represas que abastecem Araras, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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