Com o início do período chuvoso, um problema antigo voltou a incomodar moradores de diferentes regiões de Araras: o mato alto em áreas públicas e terrenos baldios. Reclamações se multiplicam, principalmente nos bairros Jardim Celina, José Ometto 2, Parque Tiradentes e Parque Dom Pedro, onde a vegetação tem avançado sobre calçadas, ruas e espaços de convivência.
Segundo relatos de moradores, em alguns trechos a situação dificulta até mesmo a circulação de pedestres, que são obrigados a disputar espaço com veículos por falta de passagem adequada nas calçadas. Além disso, o mato alto favorece o aparecimento de insetos, animais peçonhentos e aumenta o risco de proliferação do mosquito da dengue, justamente em um período em que a cidade já registra casos da doença.
Na Rua Mário Pastorelo, no Jardim Celina, a reclamação é de uma área de laser invadida pelo mato.“Nosso bairro está abandonado. O mato tomou conta de tudo e ninguém faz nada”, relata uma moradora indignada com a situação

Na ciclovia da Avenida Miltom Severino, importante via de acesso à região leste da cidade, o mato tem atrapalhado os ciclistas quem utilizam a ciclovia.
Nas redes sociais, o tema também tem gerado grande repercussão. Moradores utilizam plataformas como Facebook, Instagram e grupos de WhatsApp para publicar fotos, vídeos e desabafos sobre a situação em diversos bairros, relatando desde calçadas completamente tomadas pela vegetação até terrenos abandonados há meses sem qualquer tipo de manutenção.
No Parque Tiradentes, moradores relatam que terrenos sem manutenção se transformaram em verdadeiros “campos de mato”, acumulando lixo e servindo de abrigo para roedores. Situação semelhante é encontrada no Parque Dom Pedro, onde áreas verdes e lotes vazios estão tomados pela vegetação.
Sem resposta e sem solução
Apesar das constantes queixas, a população afirma que a resposta do poder público tem sido lenta. Muitos dizem já ter registrado solicitações junto à Prefeitura, mas o serviço de roçagem e limpeza não ocorre com a regularidade necessária, especialmente durante a época de chuvas, quando o crescimento do mato é mais rápido.
Enquanto isso, moradores cobram ações mais efetivas e um cronograma contínuo de limpeza e fiscalização de terrenos particulares. “Todo ano é a mesma coisa. Só lembram de limpar quando o problema já está fora de controle”, resume um morador do Parque Dom Pedro.