O Brasil já confirmou 88 infecções por Mpox neste ano, segundo balanço do Ministério da Saúde. A maior parte dos registros está em São Paulo, que lidera as notificações desde janeiro.
De acordo com os dados federais, o estado paulista responde por 62 casos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Até o momento, não há registro de mortes, e a maioria dos pacientes apresenta quadros leves a moderados.
Em 2025, o país contabilizou 1.079 diagnósticos e dois óbitos relacionados à doença.
Divergência em São Paulo
Apesar do número informado pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo aponta 50 casos confirmados no estado.
A capital, São Paulo, concentra 31 ocorrências. Também há registros isolados em municípios como Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araraquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis, com um caso cada. Já Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes registram dois casos por município.
No mesmo período do ano passado, o estado havia confirmado 126 casos apenas nos dois primeiros meses — 79 em janeiro e 47 em fevereiro.

O que é Mpox?
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e se transmite principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. Também pode ocorrer transmissão por meio de contato próximo e prolongado, inclusive em relações íntimas, além do compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e utensílios.
O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias após a exposição ao vírus.
Sintomas mais comuns
A manifestação mais característica é a erupção cutânea, com bolhas ou feridas que podem durar entre duas e quatro semanas. As lesões atingem rosto, mãos, pés, região genital e anal, entre outras áreas. Além das alterações na pele, o paciente pode apresentar:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores musculares e nas costas
- Inchaço dos gânglios
- Cansaço
Diagnóstico e cuidados
A confirmação da doença depende de exame laboratorial. Ao surgirem sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento médico e evitar contato próximo com outras pessoas.
Pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado devem manter isolamento, não compartilhar objetos pessoais e reforçar a higiene das mãos e de superfícies. Roupas, toalhas e lençóis devem ser lavados com água morna e detergente, e materiais contaminados precisam ser descartados corretamente.
Tratamento e riscos
Não há medicamento específico aprovado para Mpox. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações.
Embora a maioria dos casos evolua de forma leve, grupos como recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade comprometida têm maior risco de agravamento. Complicações podem incluir infecções bacterianas secundárias, pneumonia, inflamações cardíacas, encefalite e problemas oculares.
Estudos indicam que a taxa de mortalidade pode variar entre 0,1% e 10%, dependendo de fatores como acesso à assistência médica e condições pré-existentes do paciente.