O envelhecimento acelerado da população brasileira tem ampliado a procura por médicos especializados no cuidado com idosos. Dados do IBGE apontam que, em 2023, pessoas com 60 anos ou mais deixaram de representar a menor parcela da população e já somam mais de 32 milhões de brasileiros, o equivalente a 15,6% do total do país.
Com o avanço dessa faixa etária, cresce também a necessidade de acompanhamento médico específico. Levantamento da Demografia Médica, elaborado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Universidade de São Paulo (USP), mostra que o número de geriatras no Brasil aumentou 378,4% entre 2011 e 2024.
Há pouco mais de uma década, o país tinha apenas 662 especialistas na área. Atualmente, são mais de 3 mil profissionais com título reconhecido, média de 1,49 geriatra para cada 100 mil habitantes. Apesar do crescimento, especialistas alertam que o número ainda está longe de atender à demanda.
A maior concentração de geriatras está na região Sudeste, responsável por 58,1% dos profissionais. O Nordeste aparece em seguida, com 16,9%, seguido pelo Sul (14,1%), Centro-Oeste (8,6%) e Norte (2,3%). As mulheres predominam na especialidade, representando 62,1% dos médicos da área.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Marco Túlio Cintra, o envelhecimento da população exige investimentos na formação de novos especialistas e maior preparo de toda a rede de saúde para atender idosos.
Além do tratamento de doenças comuns na terceira idade, como hipertensão, diabetes, osteoporose e demências, o geriatra atua na prevenção e no acompanhamento contínuo da saúde do paciente, buscando preservar autonomia, funcionalidade e qualidade de vida.
A recomendação é que pessoas a partir dos 60 anos façam acompanhamento geriátrico, embora pacientes mais jovens com doenças crônicas também possam se beneficiar desse cuidado preventivo.


