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Bebê passa por cirurgia de emergência após cair da cama com carregador cravado na testa

Uma bebê de 1 ano e 4 meses passou por uma cirurgia de emergência após sofrer um grave acidente doméstico em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A criança caiu da cama com um carregador de celular cravado na testa; o objeto atravessou o crânio e atingiu o cérebro. Apesar da gravidade do caso, a menina se recuperou bem e já recebeu alta hospitalar.

De acordo com o relato da mãe, o acidente ocorreu por volta das 7h do dia 12. Ao ouvir o choro da filha, ela entrou no quarto e encontrou a criança caída no chão, com sangramento na testa e o carregador preso à cabeça.

A bebê foi levada inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Diante da suspeita de lesão cerebral, a equipe médica acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou a transferência para o Hospital São João de Deus, referência em neurocirurgia em Minas Gerais.

Segundo o neurocirurgião Bruno Castro, responsável pelo atendimento, um dos pinos do carregador havia perfurado o crânio e estava fixado ao osso. Na avaliação inicial, a criança estava consciente, assustada e sem sangramento ativo.

Eu acredito que ela estava brincando, mexendo nele em cima da cama, caiu com ele, segurando, e infelizmente caiu de um jeito que bateu e atravessou e perfurou o crânio dela. Bruno Castro neurocirurgião do Hospital São João de Deus.

Uma tomografia computadorizada confirmou que o objeto havia atravessado o osso e atingido o tecido cerebral. O médico explicou que o crânio de crianças dessa idade possui apenas alguns milímetros de espessura, o que facilita fraturas e perfurações mesmo em quedas aparentemente simples.

A principal hipótese da equipe médica é que a menina estivesse segurando o carregador sobre a cama no momento da queda. “Pelo tipo de lesão, é improvável que ela tenha caído sobre o objeto apoiado no chão”, afirmou o especialista.

Tomografia com vista superior do crânio da bebê

Diante do risco imediato, foi indicada cirurgia de urgência. A paciente foi anestesiada e intubada, e os médicos realizaram a retirada do corpo estranho, lavagem da área atingida, controle de pequeno sangramento e reconstrução da membrana que protege o cérebro.

Devido ao alto risco de infecção — já que o carregador é considerado um objeto contaminado —, a criança recebeu antibióticos por via intravenosa para prevenir complicações como meningite, encefalite ou abscesso cerebral.

Após o procedimento, a bebê permaneceu 36 horas internada na UTI pediátrica. Uma nova tomografia, realizada no dia seguinte, não apontou sangramento nem lesões significativas, e a evolução clínica foi considerada excelente.

Ainda na noite do acidente, segundo a mãe, a criança já apresentava comportamento normal para a idade, brincando no CTI. Com a boa recuperação, ela recebeu alta médica e segue em casa com a família.

A paciente continuará em acompanhamento ambulatorial, com retorno previsto em cerca de 15 dias para retirada dos pontos e avaliações periódicas nos próximos três meses.

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