Os Estados Unidos elevaram o tom contra o governo de Nicolás Maduro e intensificaram as ações de pressão, levando analistas internacionais a avaliarem a possibilidade de uma operação militar a qualquer momento. Na última semana, Washington dobrou o valor da recompensa oferecida por informações que levem à captura do presidente venezuelano, passando de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões. Paralelamente, o Departamento de Justiça incluiu o Cartel de los Soles — apontado por autoridades americanas como vinculado a integrantes do alto escalão chavista — na lista de organizações terroristas, o que juridicamente abre espaço para ações armadas no exterior.
O governo norte-americano ainda não confirmou qualquer operação em andamento, mas o aumento da pressão diplomática e judicial elevou a tensão na região. Em resposta, as Forças Armadas da Venezuela declararam “alerta permanente” e reforçaram o discurso de defesa da soberania nacional. Maduro classificou as medidas como uma agressão e acusou os EUA de promoverem ingerência nos assuntos internos do país.
Especialistas ouvidos por veículos internacionais avaliam que, embora não haja confirmação oficial, o endurecimento da política americana contra Caracas cria um ambiente propício para ações rápidas e inesperadas, mantendo a possibilidade de um ataque como um cenário aberto.


