A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento destinado ao tratamento de pacientes adultas com câncer de mama localmente avançado ou metastático.
Chamado Etcamah, o medicamento tem como princípio ativo o camizestranto e representa uma nova alternativa para um grupo específico de pacientes que apresenta características determinadas no tumor. A aprovação ocorreu em 21 de setembro de 2026.
Para quem o medicamento é indicado?
Segundo a Anvisa, o tratamento é destinado a pacientes adultas com tumores:
- positivos para receptor de estrogênio (ER+);
- negativos para HER2 (HER2-);
- com surgimento da mutação ESR1 durante o tratamento inicial;
- que tenham recebido terapia hormonal associada a um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses;
- e que ainda não apresentem sinais de progressão clínica ou radiológica da doença.
O medicamento é administrado por via oral.
Como o Etcamah atua
O camizestranto pertence a uma nova geração de medicamentos chamados degradadores seletivos do receptor de estrogênio (SERDs).
A substância atua sobre o receptor de estrogênio presente nas células tumorais, bloqueando sua ação e promovendo sua degradação. Com isso, o tratamento busca dificultar o crescimento de tumores que dependem desse hormônio.
A presença da mutação ESR1 é particularmente relevante porque está associada à resistência a determinados tratamentos hormonais. A nova terapia foi aprovada justamente para pacientes que apresentam essa alteração genética, mesmo antes de haver evidências de progressão da doença nos exames ou na avaliação clínica.
Câncer de mama é o mais incidente entre mulheres
O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados 73.610 novos casos por ano no Brasil durante o triênio 2023–2025. O número corresponde a aproximadamente 30,1% dos casos de câncer entre mulheres.
A aprovação do Etcamah amplia as opções de tratamento para um grupo específico de pacientes com doença avançada e determinadas alterações moleculares, reforçando a tendência de utilização de terapias cada vez mais direcionadas às características de cada tumor.


