A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a utilização de um novo medicamento voltado ao tratamento do câncer de pulmão, ampliando as opções terapêuticas disponíveis no país.
O fármaco, comercializado como Olizu, é indicado para pacientes adultos diagnosticados com câncer de pulmão de pequenas células em estágio avançado. A medicação poderá ser utilizada como tratamento inicial, em combinação com outros dois quimioterápicos já conhecidos: carboplatina e etoposídeo.
De acordo com a agência reguladora, estudos clínicos demonstraram que a associação desses medicamentos contribui para aumentar a sobrevida dos pacientes, um dos principais desafios no enfrentamento da doença.
Tipo agressivo e de rápida evolução
O câncer de pulmão de pequenas células é considerado um dos mais agressivos. Isso porque as células tumorais se multiplicam rapidamente e têm alta capacidade de se espalhar para outras partes do organismo, o que dificulta o tratamento.
Mesmo com esse cenário, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce pode fazer diferença significativa nas chances de controle da doença e na resposta ao tratamento.
Tabagismo é o principal fator de risco
O hábito de fumar segue como o maior responsável pelos casos desse tipo de câncer, estando associado a cerca de 80% dos diagnósticos.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o câncer de pulmão está entre os mais frequentes no país. Entre os homens, ocupa a terceira posição em incidência, enquanto entre as mulheres aparece em quarto lugar.
Ainda segundo o instituto, a doença causou mais de 31 mil mortes no Brasil em 2023. As projeções apontam para cerca de 35 mil novos casos anuais até 2028, sendo aproximadamente 18,7 mil entre homens e 16,6 mil entre mulheres.


