A alpinista russa Natalia Nagovitsyna, de 47 anos, foi considerada “deixada para morrer” após equipes suspenderem as operações de resgate no Pico Pobeda (também chamado Pico da Vitória), a montanha mais alta do Quirguistão, com 7.439 metros. Ela quebrou a perna no dia 12 de agosto durante a descida da montanha e permanece presa no local.
Foram realizadas diversas tentativas de resgate, mas todas fracassaram diante das condições extremas. O alpinista italiano Luca Sinigaglia, de 49 anos, morreu no dia 15 de agosto durante uma das operações, vítima provável de edema cerebral e hipotermia. Um helicóptero de socorro também caiu, ferindo integrantes da equipe de resgate.
No dia 19 de agosto, um drone conseguiu localizar Natalia viva, dentro de uma tenda danificada, acenando e sinalizando por ajuda. Mesmo assim, as autoridades locais anunciaram em 22 de agosto a suspensão definitiva das buscas, alegando impossibilidade de operação diante de temperaturas de até –30 °C, ventos intensos, tempestades de neve e baixa visibilidade.
A decisão provocou críticas internacionais, com acusações de que a alpinista teria sido “abandonada à própria sorte”. A família, especialmente o filho Mikhail, afirma que Natalia ainda está viva e divulgou imagens do drone em que ela aparece se movimentando.
Após a repercussão, o governo russo determinou que suas autoridades de emergência busquem alternativas em cooperação com o Quirguistão. Novas ações com drones e até helicópteros não estão descartadas, mas dependem de uma improvável melhora nas condições climáticas.
Segundo especialistas, a sobrevivência de Natalia por mais de duas semanas na montanha já é considerada extraordinária, mas suas chances diminuem a cada dia diante das condições extremas.


