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Alexandre de Moraes encerra julgamento e confirma condenação de Bolsonaro

(FILES) In this file photo taken on May 19, 2022, Brazil's President Jair Bolsonaro (L) greets Judge Alexandre de Moraes during an inauguration ceremony of new judges of the Superior Labor Court in Brasilia. - Alexandre de Moraes will assume the presidency of the Superior Electoral Court (TSE) on Tuesday August 16, 2022, a key institution ahead of the October 2 elections, which results Bolsonaro, who is second in the polls, assures that may be fraudulent. (Photo by Sergio Lima / AFP)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou oficialmente o julgamento que confirmou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados aos atos que buscaram reverter o resultado da eleição de 2022. Com o encerramento do processo, a condenação transita em julgado, o que significa que não há mais possibilidade de recurso no âmbito do STF.

A decisão foi tomada após o ministro rejeitar os últimos recursos apresentados pela defesa, considerados protelatórios. Moraes determinou que a execução da pena seja iniciada, abrindo caminho para que o ex-presidente cumpra a condenação definida pela Corte. A sentença atribui a Bolsonaro participação direta em ações que, segundo o entendimento do STF, tinham como objetivo desestabilizar a ordem democrática e impedir a posse do presidente eleito.

O encerramento do julgamento marca um momento histórico no país, sendo a primeira vez que um ex-chefe de Estado brasileiro é condenado por tentativa de golpe. A decisão ocorre em meio a um processo mais amplo que investigou militares, ex-ministros e aliados próximos de Bolsonaro por envolvimento no episódio. O caso, que vem sendo analisado desde 2023, reforça o posicionamento do Supremo sobre a responsabilização de autoridades que atentem contra a democracia.

Com o trânsito em julgado, Bolsonaro deixa de contar com instrumentos jurídicos que poderiam reverter a pena e passa a depender exclusivamente de medidas extraordinárias, como um eventual pedido de indulto ou revisão criminal — procedimentos que possuem requisitos específicos e não suspendem automaticamente a condenação.

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