Uma história de fidelidade que comoveu moradores de Araçatuba, no interior de São Paulo, teve um final diferente nas últimas semanas. Uma cadela da raça shih-tzu, conhecida por permanecer diariamente no cemitério da cidade desde a morte do tutor, foi resgatada por uma ONG e adotada por uma família.
O animal vivia no Cemitério Recanto da Paz, onde se abrigava em um buraco no jazigo do antigo dono. Funcionários do local passaram a oferecer comida e água, mas a cadela evitava contato com qualquer pessoa e permanecia isolada na maior parte do tempo.
Com o apoio de voluntários, a ONG responsável pelo caso montou uma operação para retirar o animal do local. O resgate exigiu planejamento e paciência, já que a cadela apresentava comportamento defensivo e fugia quando alguém se aproximava. Após ser capturada, ela foi levada para avaliação veterinária e recebeu cuidados básicos de saúde e higiene.

A história ganhou repercussão nas redes sociais e chegou até a dentista Daniele Paiva Lombardi, que decidiu oferecer um novo lar ao animal depois de conhecer o relato. Com o apoio do marido, o policial militar Pedro Henrique Brito Pazian, ela formalizou a adoção.
“Para nós, foi uma surpresa. Não esperávamos adotar um cachorro. Vi toda a história no Instagram e aquilo mexeu comigo. Comentei na publicação sem saber se daria certo, e realmente deu. Era para ser. Mostrei a postagem para o Pedro, e ele foi o maior incentivador”, conta Daniele.
Batizada de Amora, a cadela agora vive em ambiente familiar, longe do isolamento que marcou os últimos meses. Segundo os novos tutores, o animal passa por adaptação e já demonstra comportamento mais tranquilo e afetuoso.
O caso chamou atenção na cidade pela demonstração de lealdade do animal e pelo desfecho positivo, que transformou a rotina silenciosa do cemitério em uma nova fase de cuidados, convivência e proteção.