Um ano após a morte de Papa Francisco, o mundo relembra a trajetória do primeiro papa latino-americano e jesuíta da história, marcado por um pontificado voltado à simplicidade, à justiça social e à aproximação da Igreja Católica com os mais pobres.
Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa em março de 2013, após a renúncia de Bento XVI. Desde o início, adotou uma postura mais simples, recusando luxos do cargo e defendendo uma Igreja mais próxima das periferias e dos fiéis.
Durante seu pontificado, Francisco ganhou destaque por posicionamentos firmes em temas sociais, como o combate à pobreza, o acolhimento a migrantes e a preocupação com o meio ambiente, expressa na encíclica Laudato Si’. Também promoveu reformas internas na Igreja e buscou maior transparência na administração do Vaticano.

Um dos momentos mais emblemáticos de seu papado ocorreu em março de 2020, no auge da pandemia de Covid-19, quando apareceu sozinho na Praça de São Pedro para uma oração histórica, pedindo esperança diante da crise sanitária. A imagem percorreu o mundo e se tornou símbolo daquele período.
Ao longo dos anos, canonizou diversos santos importantes para a Igreja, incluindo João Paulo II, João XXIII e Madre Teresa de Calcutá, reforçando o caráter global do catolicismo.
Nos últimos anos de vida, enfrentou problemas de saúde, com complicações respiratórias e dificuldades de mobilidade. Ele morreu em 2025, aos 88 anos, em decorrência de complicações relacionadas a uma infecção respiratória, segundo o Vaticano.
Após sua morte, os cardeais se reuniram em conclave, na Capela Sistina, para eleger o novo líder da Igreja Católica. O escolhido foi Robert Francis Prevost, que adotou o nome de Papa Leão XIV. Na doutrina católica, todo papa é considerado sucessor de São Pedro, o primeiro papa da Igreja. Ao mesmo tempo, Leão XIV assumiu o lugar deixado por Francisco na condução da Igreja no mundo.