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Comemorado anualmente em diversos países, o 1º de abril é amplamente conhecido como o “Dia da Mentira”. A data, marcada por brincadeiras e notícias falsas, tem origens históricas que remontam à Europa do século XVI e se consolidaram ao longo dos séculos por meio de práticas sociais e culturais.
A mudança de calendário na França
A explicação mais aceita entre os historiadores remete ao ano de 1564, durante o reinado de Carlos IX, na França. Até então, o Ano Novo era comemorado no final de março e início de abril, seguindo o calendário juliano. Com a adoção do calendário gregoriano, o início do ano passou a ser oficialmente celebrado em 1º de janeiro.
Apesar da mudança, parte da população continuou a comemorar o Ano Novo em abril, seja por desconhecimento, resistência ou dificuldade de adaptação. Aqueles que mantiveram a antiga tradição passaram a ser alvo de zombarias. Recebiam convites para festas inexistentes, presentes fora de propósito e eram chamados de “bobos de abril” (em francês, poisson d’avril, ou “peixe de abril”, expressão usada até hoje no país).
A internacionalização da prática
A tradição de pregar peças no início de abril se espalhou gradualmente para outras regiões da Europa. Na Inglaterra, o costume se consolidou como “April Fools’ Day” (Dia dos Tolos de Abril), enquanto na Itália e França o termo “peixe de abril” permanece em uso, com brincadeiras tradicionais entre crianças e adultos. Nos Estados Unidos e outros países de língua inglesa, a data é marcada por anúncios fictícios e manchetes falsas em veículos de imprensa, com o intuito de entreter o público.
O Dia da Mentira no Brasil
No Brasil, a referência mais antiga à celebração do 1º de abril como Dia da Mentira data de 1828. Um jornal satírico mineiro intitulado A Mentira publicou uma edição anunciando falsamente a morte de Dom Pedro I. A notícia foi desmentida no dia seguinte, mas o fato ajudou a fixar a data como um momento reservado para enganar os leitores de forma proposital.
Reflexões contemporâneas
Com o avanço da tecnologia e a rápida disseminação de informações nas redes sociais, o Dia da Mentira passou a exigir uma análise mais cuidadosa. A linha entre uma brincadeira inofensiva e a propagação de desinformação tornou-se mais tênue, sobretudo em contextos sociais e políticos.
Especialistas alertam para a necessidade de responsabilidade na veiculação de conteúdos falsos, mesmo em datas tradicionalmente ligadas ao humor. O incentivo à checagem de fatos e ao pensamento crítico é considerado essencial para preservar o caráter simbólico da data sem comprometer a credibilidade da informação.
Hoje, o 1º de abril permanece como uma referência cultural em diversas partes do mundo, ao mesmo tempo em que inspira discussões sobre ética, verdade e os limites da comunicação.
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